Isabel Angelino, apresentadora revela como se mantém em forma por dentro e por fora

É um dos rostos mais conhecidos da RTP, local onde começou há mais de 30 anos e não mais saiu. Aos 56 anos, Isabel não tem problemas em dizer: “O mundo precisa urgentemente de mais simpatia e mais empatia”. A cadela Sury é a sua grande companheira de vida.

Devemos de cuidar de nós, não apenas da nossa aparência, mas da nossa mente, isso sim é o principal.”

My Zen Life - Isabel já são muitos anos de carreira mais de 30.

Isabel Angelino - São 31 anos, comecei a 10 junho 1992 a aparecer no ecrã. Sou do tempo em que ainda havia um centro de formação na RTP. Entrei através de um concurso público, em que se pediam caras novas. Nunca tinha pensado em seguir televisão, para mim, tal como para a maioria das pessoas, a televisão era uma caixinha mágica que nos encantava a todos. Era um mundo restrito e difícil de lá chegar. Na altura estava a tirar o curso de Técnica de Línguas e Turismo. O meu sonho era mostrar Portugal pelo mundo, algo que se veio a concretizar quando entrei para a RTP Internacional.
Fui a primeira cara a surgir na RTP Internacional.
Na altura também fiz um curso onde aprendi técnicas de colocação de voz, aprender a falar para uma câmara, saber como direcionar o nosso olhar. Aprendemos como nos devemos deixar envolver pelo ambiente e pelas pessoas que nos rodeiam, isto é, transmitir sentimentos e emoções às pessoas. Um dos segredos que me ensinaram e que nunca mais me esqueci é: quando estamos a olhar para a câmara devemos pensar em alguém que nos é muito querido, isso ajuda a fluir, a sermos generosos e atenciosos. Estarei sempre grata aos meus professores, o Luís de Matos e a Glória de Matos (não a atriz). Tenho boas recordações, nesse tempo estava a Cristina Esteves, a Cristina Valente... ficámos um grupo de cinco, num concurso onde estavam milhares de pessoas!

“Tanto o yoga como a meditação permitem um regressar a mim, ao meu eu, às minhas emoções e sentimentos. É como que um recarregar de baterias para atingir esse bem-estar que é crucial. É um tempo de pausa reflexão.

MZL - Uma das características da Isabel é o sorriso com que interage com as pessoas nos diretos. É a sua marca?

IA - Dizem que sim. Aliás este sorriso ou melhor gargalhada que muitas vezes não consigo conter identifica-me, não só quando estou em televisão, mas até no meu dia-a-dia, pois são muitas as pessoas que vêm ter comigo. Ao fim destes 31 anos esse reconhecimento é realmente maravilhoso, enche-me o coração, pois é do público,
é para o público, para as pessoas que eu vivo e trabalho. Sou mesmo assim, é natural. É tão bom quando as pessoas vêm ao meu encontro e dizem que gostam do meu trabalho, que gostam da minha boa energia, que muitas vezes riem e sorriem com aquilo que digo, com a minha espontaneidade, que de manhã lhes transmito boa disposição para iniciarem o dia.  Logo só posso estar grata por tudo isso.

MZL - Importante é saber aproveitar e dar valor à vida, ao que temos?

IA - Sem dúvida! O importante é aproveitar a vida, deixarmos de viver numa correria desenfreada, sermos mais simples e verdadeiros, só assim conseguimos ser felizes. É como dizia o Ruy de Carvalho: “Não pensem naquilo que é certo, pensem só na vida. Vivam a vida intensamente! A vida é curta para uns e comprida para outros, mas vivam a vida com intensidade”.

MZL - Falando de saúde mental, é urgente desmistificar e quebrar tabus?

IA - Claro que sim, aliás como tantas outras coisas na vida. Há que falar e debater. Todas a pessoas devem procurar as suas ferramentas para se sentirem bem e para conseguirem ter uma harmonia entre o corpo e a alma. Felizmente que hoje em dia o tema saúde mental já é mais falado, mas infelizmente ainda não é muito trabalhado. Há ainda um grande trabalho a fazer, é preciso quebrar alguns tabus. Quantas vezes estamos e falamos com pessoas que aparentemente parece estar tudo bem e não está! Depois acontecem coisas menos boas. Todos temos problemas, não há ninguém perfeito, ninguém que seja feliz a 100 por cento todos os dias, que seja tudo maravilhoso, fantástico! Não há!! Isso só existe nas redes sociais, é preciso que as pessoas tenham a noção disso. Por vezes passam imagens de realidades distorcidas, e isso pode ser perigoso... A realidade é outra. Há que ter um meio termo, isso sim.

(…)

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