É preciso deixar ser crianças

Todo o ser humano nasce e passa pela fase da infância até chegar à idade adulta. Mas será que todos vivemos o “ser criança” na sua plenitude, verdade e liberdade? Afinal, o que é “ser criança”? E como será que entendemos e vivenciamos a popular expressão: “Filho és, Pai serás”?

É impossível questionarmo-nos sobre o que é “ser criança” sem o associar aos direitos da criança e ao papel dos adultos, quer sejam pais, familiares, tutores, professores, educadores ou outros. São estes adultos que marcam a diferença nas vidas das crianças, permitindo-lhes ou não a “serem crianças”.

Ser criança é sinónimo de brincar. O professor Carlos Neto, aquele que é o maior especialista português nesta matéria, defende que “brincar é um assunto muito sério”. É fundamental que as crianças explorem e contactem com a natureza, subam às árvores, sujem-se, é essencial experienciarem o mundo.

Ser criança é sentir-se amado, seguro, satisfeito, admirado, aceite, importante, humilde e empático, conforme definem Hélène Renaud e Jean-Pierre Gagné.

A ciência e o documentário “In útero” explica como o bebé, no ventre materno, sente todas as emoções da mãe e do ambiente externo. Isso cria um forte impacto emocional, principalmente, se ela estiver a vivenciar medos, inseguranças, ansiedade, stress ou luto. Neste caso, o bebé até poderá ter medo de nascer e o parto pode ser dificultado. Este momento ficará guardado na sua “memória da respiração”, no seu inconsciente e podem até, eventualmente, condicionar toda a sua vida.

É fundamental que os adultos possam estar cada vez mais conscientes da forma como lidam com as suas emoções e como as ensinam às crianças. Inclusive, desde os primeiros momentos logo na conceção e gestação. Um bebé planeado e desejado, fruto de um ato de amor terá uma autoestima muito mais elevada do que o bebé que não era desejado nem planeado, que foi um “descuido”.

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