Inteligência Artificial e a saúde mental: o algoritmo está cá dentro

Não costumo cometer erros ortográficos, mas se virem por aí alguma calinada, perdoem-me. Foi de propósito. É que se “errar é humano”, então eu quero deixar bem claro que não foi nenhum robot a escrever isto.

A beleza das relações humanas e, enquanto psicóloga, também do processo terapêutico, está na subtileza das palavras, na empatia, nos sorrisos e nas lágrimas que partilhamos.

Quando era criança, recordo-me de ver a fila para o pão quente na padaria e de pensar no valor que as pessoas atribuíam àquele bem essencial. Nunca mais reparei na fila da padaria, mas conheço a fila para comprar bilhetes para um concerto, para o lançamento de jogos, telemóveis, para votar, para a Black Friday e vejo, também, que há filas na Segurança Social.

Ora, com tantas filas que se geram por aí, não é de espantar que haja, também, fila de espera para o último grito, a Inteligência Artificial –  um assistente ultrarrápido e competente, que faz tudo o que queremos, e que tem tanto de assustador como de apetecível, não há como negar. Mas se há os que correm para a fila, há os que fogem dela a sete pés.

IA – Saber fazer bom uso é essencial

É justamente neste ponto que entra a sensibilidade em relação à tecnologia, à inteligência artificial em particular e à evolução da humanidade em geral. Quando Abraham Maslow criou a hierarquia das necessidades, em 1948, vivia-se numa Era completamente diferente. Tudo era muito mais lento e os fatores externos eram, não necessariamente antecipáveis, mas ligeiramente mais percetíveis.

O certo é que esta teoria da Psicologia proposta por Maslow, que divide as nossas necessidades em vários níveis, por ordem crescente (fisiológicas, de segurança, sociais e de pertença, de estima e de autorrealização), continua atual.

É muito difícil pensarmos em autorrealização se tivermos dificuldades de autoestima, da mesma forma que não conseguimos pensar em socializar, se tivermos necessidades fisiológicas ou de segurança por resolver. É simples.

A inteligência artificial pode, de facto, desenhar o mapa com o caminho que devemos seguir, mas não podemos permitir que caminhe por nós.

(…)

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