Ser solidário começa em casa

Partilhar, dar e ser generoso não apenas no Natal, mas durante todo o ano

Solidariedade e partilha deveriam ser práticas diárias. Porque é que parece que é só na época natalícia que nos lembramos mais uns dos outros. Será pura ilusão? Para começar há que incentivar a criança a praticar solidariedade.

Oferecem-se presentes, fazem-se convites, trocam-se abraços e partilham-se refeições, mas será que o coração e a alma estão verdadeiramente presentes em todos esses momentos ou estamos apenas em modo rotina?

Será que somos sensíveis e conscientes, ao ponto de ajudarmos alguém com um simples gesto, uma palavra de conforto dirigida a quem possa estar triste ou a passar por um luto? Será que paramos para ajudar uma vizinha idosa a levar os sacos do supermercado, por exemplo?

Ser solidário não é necessariamente fazer algo de transcendente. Até o gesto mais simples pode mudar a vida de uma pessoa.

Solidariedade e empatia de mãos dadas

Afinal, o que é isto de solidariedade? Segundo o dicionário da Porto Editora é o “sentimento que leva a prestar auxílio a alguém” ou a “responsabilidade recíproca entre elementos de um grupo social, institucional ou de uma comunidade.” Ter este sentimento pressupõe que estejamos atentos às necessidades, às emoções dos outros e ao seu bem-estar, independentemente de isso se traduzir na partilha de bens, tempo ou apoio emocional. E, para que isso aconteça, implica que esteja se presente… que haja empatia.

Pequenos grandes gestos que ajudam a mudar

Nas escolas, a ligação da comunidade com as famílias deveria ser mais direta, aberta e participativa. As crianças poderiam assim, conhecer outras realidades e, em conjunto com as famílias, entreajudarem-se. Afinal, se um elemento tem boas competências numa área, talvez possa partilhar esse seu saber com outra pessoa que, por sua vez, retribuirá a ajuda de outra forma.

A criança vai sentir-se mais responsável e solidária se lhe forem atribuídas tarefas, como a de cuidar de um animal de estimação, ajudar um colega da escola a ultrapassar alguma dificuldade ou mesmo ajudar o professor em tarefas simples.

É realmente responsabilidade de todos e a todo o momento darmos o exemplo.

Terminando a refletir, proponho que nos questionemos de forma verdadeira e consciente:

Será que estamos a transmitir o melhor exemplo de solidariedade às nossas crianças?

(…)

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