Vigiar e cuidar
Mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de diabetes. Em Portugal, aponta-se que um mais de milhão de portugueses sejam diabéticos, ainda que grande parte desconheça o diagnóstico.
Sabendo ou não que se tem a doença, sem as devidas medidas corretivas existirão consequências para o organismo, que podem ser graves, e o fígado também não escapa às consequências. Portanto, é necessário relembrar que a diabetes é uma condição em que está afetada a forma como o nosso corpo lida com o açúcar no sangue, havendo dois tipos principais: diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2. A primeira é uma doença autoimune na qual o sistema imunológico do corpo ataca e destrói as células beta do pâncreas, que são responsáveis por produzir insulina, e sendo mais comum em crianças e adultos jovens. Já na diabetes tipo 2 existe resistência à ação da insulina, devido a fatores como alimentação desequilibrada, sedentarismo e obesidade. Em ambas as tipologias, quando a doença não é bem controlada podem existir danos no fígado. O problema mais comum é a esteatose hepática, popularmente conhecida como “fígado gordo”. Na diabetes tipo 2, a resistência à insulina é responsável pela acumulação de gordura no fígado, prejudicando a sua função normal.
Além disso, nalguns casos pode haver, além de acumulação de gordura, também inflamação crónica do fígado, aumentando o risco da evolução para doenças mais graves e irreversíveis, como a cirrose hepática.
Curiosamente, também é possível verificar o cenário contrário, onde a diabetes surge como complicação de outras doenças hepáticas, visto que as alterações no fígado podem alterar o metabolismo da glicose (açúcares) e provocar diabetes. Para garantir um melhor cuidado do nosso fígado, especialmente se temos diabetes, devemos garantir que mantemos os níveis adequados de açúcar no sangue. Para isso, é essencial seguir uma dieta equilibrada, praticar exercício físico regularmente e tomar a medicação prescrita pelo médico, acompanhada da realização de exames de rotina periódicos. Outro aspeto importante é evitar o álcool, visto que o seu consumo exagerado prejudica gravemente o fígado e também altera os níveis de açúcar no sangue.
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